terça-feira, 18 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Ser Feliz de Fernando Pessoa
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
(Fernando Pessoa)
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
(Fernando Pessoa)
domingo, 4 de abril de 2010
Páscoa
Provavelmente, de modos muitos distintos e originais, muito tiveram a possibilidade de fazer, nos últimos dias, uma experiência de encontro pessoal com Cristo em que Ele tomou a iniciativa de aproximar-se de cada um chamando-o pelo seu nome. São momentos de uma profunda intimidade, de que às vezes nem nos damos conta, em que nos encontramos com o fogo novo da vigília pascal. Momentos em que esse fogo é acendido no nosso coração. Podemos ter a tentação de prender esse fogo, mas se o prendemos esse fogo extingue-se. Nenhuma consolação, nenhum conceito (por muito teológico e ortodoxo que seja) pode controlar a Deus. Jesus convida-nos a soltá-lo, a soltar o fogo que nos arde.
A nossa experiência de intimidade com Deus não é um objecto que possamos guardar para nós, como se fosse uma recordação importante que guardamos na gaveta das nossas memórias felizes, junto de fotografias e de pequenos presentes ou símbolos que evocam ocasiões especiais. A nossa experiência de intimidade com Deus nos chamará sempre a uma maior universalidade e disponibilidade. Será sempre um convite a ir ao encontro dos outros a ser, como propunha Santo Alberto Hurtado sj “Um fogo que acende outros fogos”.
Boa Páscoa!
A nossa experiência de intimidade com Deus não é um objecto que possamos guardar para nós, como se fosse uma recordação importante que guardamos na gaveta das nossas memórias felizes, junto de fotografias e de pequenos presentes ou símbolos que evocam ocasiões especiais. A nossa experiência de intimidade com Deus nos chamará sempre a uma maior universalidade e disponibilidade. Será sempre um convite a ir ao encontro dos outros a ser, como propunha Santo Alberto Hurtado sj “Um fogo que acende outros fogos”.
Boa Páscoa!
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Via Sacra ao vivo em Vila Flor
Com grande dedicação e entrega, funcionários da Stª Casa da Misericórdia, representaram ao Vivo a Via Crucis de Jesus Cristo.
Com elevada qualidade sénica, emocionou todos os presentes. Parabéns a todos.
sábado, 20 de março de 2010
Reconciliação
« Há tanto tempo que não me confesso que já nem sei… já nem sei como se faz! Até parece que mudou de nome, oiço falar de reconciliação… mas a verdade é que até me confesso muitas vezes a Deus e Ele lá sabe…. » Quantas vezes ouvimos este desabafo ou não será um grito a pedir ajuda? E também é certo que vemos muita gente que se vai confessar, com frequência até, e nem por isso tem cara de reconciliada.
Na verdade, de um modo ou de outro, andamos todos longe como “filhos pródigos” a esbanjar e a estragar talentos, bens e relações num novo riquismo próprio da nossa época consumista mas recheada de bolsas de miséria. Fazemos de conta ou fazemos o que queremos, como pensam alguns, achando-se evoluídos sem precisar de perdão nem remissão…. Outros, porém, temem. E, nem uns nem outros, se mostram muito felizes, nem são cartaz de que a coisa vai bem. No fundo, todos desejamos um mundo melhor, mais reencontrado consigo mesmo, com os outros, com a natureza, com Deus.
Façamos um bom Exame de Consciência.
E – porque não – fazer este ano uma grande revisão geral de toda a minha vida? Uma “confissão geral”, como se chamava antes, pode haver razão para a fazer, mesmo que os meus pecados já tenham sido perdoados. Mas não é por isso. É que nos faz bem rever o grande filme da nossa vida, certamente cheio de graças e falhas; mas a proposta, agora, seria revisitar o passado com Deus e não sozinho: ter o atrevimento de convidar Jesus Cristo a ver este filme e vê-lo com Ele e pelos olhos d’Ele. Rever tudo – graça e pecado – com olhos de misericórdia, para de tudo tirar proveito, para descobrir que “o amor é mais forte do que a morte”, que “onde abundou o pecado superabundou a graça”. Então, sairemos mais fortes e perdoados pela mão d’Ele para enfrentar o futuro com renovada Sabedoria e Fortaleza. São esses dois dons necessaríssimos que recebemos numa sincera confissão.
Deus só quer que cada um de nós nasça de novo. E nós – quem não? – queremos ter forças para começar de novo: mais ajustados a Deus, mais capazes de justiça… isto é, reconciliados.
Pego em mim e vou ter com Deus e digo-lhe “Pai pequei contra o céu e contra ti…” ou seja, digo-lhe o que sofro, digo-lhe o que faço sofrer, falo-lhe do egoísmo e da vaidade que me cegam, da impaciência e da mentira com que me justifico, dos desânimos e das consequentes compensações em que caio… Etc., digo-lhe “a vida dura” – e Ele já sabe e por isso me quer dar a mão e o abraço – e atrevo-me a gaguejar “quero ser melhor e parece-me que não sou capaz… sem Ti!” E Ele que é Pai e quer as coisas bem sentidas precisa de um “Padre”, de um instrumento concreto, vivo, para me transmitir a sua força e o seu perdão, através de um sinal eficaz que me ajuda a levantar e a caminhar para que o mal não torne a acontecer. A Absolvição liberta-me e dá-me liberdade.
Mas, Ele precisa de padre? Ele e nós, claro, e por três razões, por ordem de importância: a primeira é de ordem psicológica, pois, me ajuda, a mim, a ser concreto, objectivo e enfrentando-me diante de outro posso aceitar-me sem falsas humildades; a segunda é de ordem eclesial, comunitária, porque tudo o que fiz ou deixei de fazer – as omissões – teve a ver com outros, foi a outros e por isso, a comunidade ofendida deve estar representada e não só imaginada. Por fim, a terceira razão é teológica: é que se trata de ir receber uma força divina, uma graça de Deus que não posso dar a mim próprio. É aqui que está o ponto: não se trata de despejar o saco e de ficar aliviado; trata-se de encher a cabeça e o coração, esvaziados do amor pelo pecado, com a força de Deus, com o seu amor e a sua fidelidade. Confissão é um nome perigoso.
Confessar-me, deitar para fora, posso fazer sozinho, ou como uns dizem, directamente a Deus. Fazê-mo-lo muitas vezes na oração mas, receber a graça, encher o vazio que o pecado deixou, isso tem de me ser dado. Então, reconciliação, sacramento do perdão, são nomes melhores. Na parábola do Pai do filho perdido, não é o filho que abraça o pai, é o Pai que vem abraçar o filho e levá-lo para casa. O filho só cai de joelhos e confessa a sua desgraça e o seu desejo de mudar. É o abraço do Pai que o muda.
Há quem pense assim: eu, primeiro, converto-me e depois faço o favor de me ir confessar e buscar a medalha de bom comportamento. Mas não. Primeiro desejo mudar – arrependo-me – e compreendo que sozinho não sou capaz, declaro-o, confesso-me e peço que me seja dada a graça.
Então Deus dá-me o perdão: o dom que me cura e fortalece e orienta. Só então mudo; só então posso mudar de vida.
Nesta peregrinação, a ordem não é pecado confessado – conversão – perdão. É antes pecador arrependido – perdão – conversão. Quem o fizer fica reconciliado, re-encontrado com o seu verdadeiro “eu”, com os irmãos, com Deus e com a criação …
Fico sempre a pensar naquela frase de S. Paulo (Ef. 3, 20) mais ou menos assim: não somos capazes de imaginar o que Deus faria de nós se nós deixássemos.
P. Vasco de Magalhães, S. J.
Na verdade, de um modo ou de outro, andamos todos longe como “filhos pródigos” a esbanjar e a estragar talentos, bens e relações num novo riquismo próprio da nossa época consumista mas recheada de bolsas de miséria. Fazemos de conta ou fazemos o que queremos, como pensam alguns, achando-se evoluídos sem precisar de perdão nem remissão…. Outros, porém, temem. E, nem uns nem outros, se mostram muito felizes, nem são cartaz de que a coisa vai bem. No fundo, todos desejamos um mundo melhor, mais reencontrado consigo mesmo, com os outros, com a natureza, com Deus.
Façamos um bom Exame de Consciência.
E – porque não – fazer este ano uma grande revisão geral de toda a minha vida? Uma “confissão geral”, como se chamava antes, pode haver razão para a fazer, mesmo que os meus pecados já tenham sido perdoados. Mas não é por isso. É que nos faz bem rever o grande filme da nossa vida, certamente cheio de graças e falhas; mas a proposta, agora, seria revisitar o passado com Deus e não sozinho: ter o atrevimento de convidar Jesus Cristo a ver este filme e vê-lo com Ele e pelos olhos d’Ele. Rever tudo – graça e pecado – com olhos de misericórdia, para de tudo tirar proveito, para descobrir que “o amor é mais forte do que a morte”, que “onde abundou o pecado superabundou a graça”. Então, sairemos mais fortes e perdoados pela mão d’Ele para enfrentar o futuro com renovada Sabedoria e Fortaleza. São esses dois dons necessaríssimos que recebemos numa sincera confissão.
Deus só quer que cada um de nós nasça de novo. E nós – quem não? – queremos ter forças para começar de novo: mais ajustados a Deus, mais capazes de justiça… isto é, reconciliados.
Pego em mim e vou ter com Deus e digo-lhe “Pai pequei contra o céu e contra ti…” ou seja, digo-lhe o que sofro, digo-lhe o que faço sofrer, falo-lhe do egoísmo e da vaidade que me cegam, da impaciência e da mentira com que me justifico, dos desânimos e das consequentes compensações em que caio… Etc., digo-lhe “a vida dura” – e Ele já sabe e por isso me quer dar a mão e o abraço – e atrevo-me a gaguejar “quero ser melhor e parece-me que não sou capaz… sem Ti!” E Ele que é Pai e quer as coisas bem sentidas precisa de um “Padre”, de um instrumento concreto, vivo, para me transmitir a sua força e o seu perdão, através de um sinal eficaz que me ajuda a levantar e a caminhar para que o mal não torne a acontecer. A Absolvição liberta-me e dá-me liberdade.
Mas, Ele precisa de padre? Ele e nós, claro, e por três razões, por ordem de importância: a primeira é de ordem psicológica, pois, me ajuda, a mim, a ser concreto, objectivo e enfrentando-me diante de outro posso aceitar-me sem falsas humildades; a segunda é de ordem eclesial, comunitária, porque tudo o que fiz ou deixei de fazer – as omissões – teve a ver com outros, foi a outros e por isso, a comunidade ofendida deve estar representada e não só imaginada. Por fim, a terceira razão é teológica: é que se trata de ir receber uma força divina, uma graça de Deus que não posso dar a mim próprio. É aqui que está o ponto: não se trata de despejar o saco e de ficar aliviado; trata-se de encher a cabeça e o coração, esvaziados do amor pelo pecado, com a força de Deus, com o seu amor e a sua fidelidade. Confissão é um nome perigoso.
Confessar-me, deitar para fora, posso fazer sozinho, ou como uns dizem, directamente a Deus. Fazê-mo-lo muitas vezes na oração mas, receber a graça, encher o vazio que o pecado deixou, isso tem de me ser dado. Então, reconciliação, sacramento do perdão, são nomes melhores. Na parábola do Pai do filho perdido, não é o filho que abraça o pai, é o Pai que vem abraçar o filho e levá-lo para casa. O filho só cai de joelhos e confessa a sua desgraça e o seu desejo de mudar. É o abraço do Pai que o muda.
Há quem pense assim: eu, primeiro, converto-me e depois faço o favor de me ir confessar e buscar a medalha de bom comportamento. Mas não. Primeiro desejo mudar – arrependo-me – e compreendo que sozinho não sou capaz, declaro-o, confesso-me e peço que me seja dada a graça.
Então Deus dá-me o perdão: o dom que me cura e fortalece e orienta. Só então mudo; só então posso mudar de vida.
Nesta peregrinação, a ordem não é pecado confessado – conversão – perdão. É antes pecador arrependido – perdão – conversão. Quem o fizer fica reconciliado, re-encontrado com o seu verdadeiro “eu”, com os irmãos, com Deus e com a criação …
Fico sempre a pensar naquela frase de S. Paulo (Ef. 3, 20) mais ou menos assim: não somos capazes de imaginar o que Deus faria de nós se nós deixássemos.
P. Vasco de Magalhães, S. J.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Parece óbvio
Perguntaram ao rabino Ben Zoma: “Quem é sábio?”
“Aquele que encontra sempre algo a aprender com os outros”, disse o rabino.
“Quem é forte?”
“O homem que é capaz de dominar a si mesmo”.
“Quem é rico?”
“O que conhece o tesouro que tem: seus dias e suas horas de vida, que podem modificar tudo que acontece a sua volta”.
“Quem merece respeito?”
“Quem respeita a si mesmo e ao seu próximo”.
“Isto tudo são coisas óbvias”, comentou um dos presentes.
“Por isso são tão difíceis de serem observadas”, concluiu o rabino.
Paulo Coelho
sexta-feira, 12 de março de 2010
Sou Estrela, sou Luz
De onde renasci
Quero voltar ao mito
De onde nasci
Sou Estrela, sou Luz
Assim serei até o desejar
Até ser capaz de voar
De por aí sobrevoar
Para sempre vos acompanharei
Porque assim sou
A Luz que vos iluminou
Para sempre terei
Pois sim, acreditem
Que seja na terra, céu ou mar
Com vocês sempre irei estar
E com a minha Luz poderão sempre contar!
Estrela d'Alva - Março de 2010
Quero voltar ao mito
De onde nasci
Sou Estrela, sou Luz
Assim serei até o desejar
Até ser capaz de voar
De por aí sobrevoar
Para sempre vos acompanharei
Porque assim sou
A Luz que vos iluminou
Para sempre terei
Pois sim, acreditem
Que seja na terra, céu ou mar
Com vocês sempre irei estar
E com a minha Luz poderão sempre contar!
Estrela d'Alva - Março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Onde te posso encontrar
Senhor, se não estás aquí,
onde te posso encontrar?
Se estás escondido,
como descubro a tua presença?
É certo que moras
numa claridade inacessível.
Mas, onde posso encontrar
essa inacessível claridade?
Quem me levará até ali
para que te possa ver?
E logo, com que sinais
te posso encontrar?
Nunca te vi, Senhor, Deus meu;
não conheço a tua cara…
Ensina-me a encontrar-te
e mostra-te a quem te procura
porque nao posso ir à tua procura
a menos que tu me ensines,
e nao posso encontrar-te
se tu não te mostrares.
Desejando te encontrarei,
encontrar-te-ei desejando,
amando te encontrarei,
e encontrando-te, amarei.
Stº Anselmo
onde te posso encontrar?
Se estás escondido,
como descubro a tua presença?
É certo que moras
numa claridade inacessível.
Mas, onde posso encontrar
essa inacessível claridade?
Quem me levará até ali
para que te possa ver?
E logo, com que sinais
te posso encontrar?
Nunca te vi, Senhor, Deus meu;
não conheço a tua cara…
Ensina-me a encontrar-te
e mostra-te a quem te procura
porque nao posso ir à tua procura
a menos que tu me ensines,
e nao posso encontrar-te
se tu não te mostrares.
Desejando te encontrarei,
encontrar-te-ei desejando,
amando te encontrarei,
e encontrando-te, amarei.
Stº Anselmo
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Viver em Quaresma
Quaresma.
Ouvir Deus dizer: “Estou à porta e bato”.
Quaresma.
Inaugurar caminhos no conhecido e no comum. Escutar o Reino a crescer. Dividir a vida, porque só assim ela se multiplica.
Quaresma.
Confiar. Unir. 70X7. Aceitar. Cruz e Ressurreição. Olhar para longe. Ir ao encontro dos últimos. Escrever: “nenhum coração é uma ilha”.
Quaresma.
Escutar mais uma vez. Ter tempo para o outro. Apagar solidões e medos. Fixar-se no extraordinário convite para partilhar o Pão e o Vinho. Começar a conversa difícil com um sorriso.
Quaresma.
Perdoar. Repartir. Respeitar o ponto de vista do outro. Contar urna história. Enxugar uma lágrima. Encorajar.
Quaresma.
Celebrar tudo num gesto. Descobrir: a Páscoa é também um modo de ser. De viver. Recordar. Esquecer. Construir. Viver cada dia, este dia como se a vida inteira o tivéssemos esperado.
Quaresma.
E a Páscoa tão perto!
De José Tolentino Mendonça, in Banquete da Palavra
Ouvir Deus dizer: “Estou à porta e bato”.
Quaresma.
Inaugurar caminhos no conhecido e no comum. Escutar o Reino a crescer. Dividir a vida, porque só assim ela se multiplica.
Quaresma.
Confiar. Unir. 70X7. Aceitar. Cruz e Ressurreição. Olhar para longe. Ir ao encontro dos últimos. Escrever: “nenhum coração é uma ilha”.
Quaresma.
Escutar mais uma vez. Ter tempo para o outro. Apagar solidões e medos. Fixar-se no extraordinário convite para partilhar o Pão e o Vinho. Começar a conversa difícil com um sorriso.
Quaresma.
Perdoar. Repartir. Respeitar o ponto de vista do outro. Contar urna história. Enxugar uma lágrima. Encorajar.
Quaresma.
Celebrar tudo num gesto. Descobrir: a Páscoa é também um modo de ser. De viver. Recordar. Esquecer. Construir. Viver cada dia, este dia como se a vida inteira o tivéssemos esperado.
Quaresma.
E a Páscoa tão perto!
De José Tolentino Mendonça, in Banquete da Palavra
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