terça-feira, 27 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Ser Feliz de Fernando Pessoa

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
(Fernando Pessoa)

Vitral


Vitral da Igreja Matriz de Vila Flor.  O vitral central foi restaurado, os vitrais laterais são novos.

domingo, 4 de abril de 2010




Páscoa

Provavelmente, de modos muitos distintos e originais, muito tiveram a possibilidade de fazer, nos últimos dias, uma experiência de encontro pessoal com Cristo em que Ele tomou a iniciativa de aproximar-se de cada um chamando-o pelo seu nome. São momentos de uma profunda intimidade, de que às vezes nem nos damos conta, em que nos encontramos com o fogo novo da vigília pascal. Momentos em que esse fogo é acendido no nosso coração. Podemos ter a tentação de prender esse fogo, mas se o prendemos esse fogo extingue-se. Nenhuma consolação, nenhum conceito (por muito teológico e ortodoxo que seja) pode controlar a Deus. Jesus convida-nos a soltá-lo, a soltar o fogo que nos arde.
A nossa experiência de intimidade com Deus não é um objecto que possamos guardar para nós, como se fosse uma recordação importante que guardamos na gaveta das nossas memórias felizes, junto de fotografias e de pequenos presentes ou símbolos que evocam ocasiões especiais. A nossa experiência de intimidade com Deus nos chamará sempre a uma maior universalidade e disponibilidade. Será sempre um convite a ir ao encontro dos outros a ser, como propunha Santo Alberto Hurtado sj “Um fogo que acende outros fogos”.
Boa Páscoa!

terça-feira, 30 de março de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Via Sacra ao vivo em Vila Flor

Com grande dedicação e entrega, funcionários da Stª Casa da Misericórdia, representaram ao Vivo a Via Crucis de Jesus Cristo.
Com elevada qualidade sénica, emocionou todos os presentes. Parabéns a todos.

sábado, 20 de março de 2010

Reconciliação

Desejar Mudar e Mudar Mesmo...
« Há tanto tempo que não me confesso que já nem sei… já nem sei como se faz! Até parece que mudou de nome, oiço falar de reconciliação… mas a verdade é que até me confesso muitas vezes a Deus e Ele lá sabe…. » Quantas vezes ouvimos este desabafo ou não será um grito a pedir ajuda? E também é certo que vemos muita gente que se vai confessar, com frequência até, e nem por isso tem cara de reconciliada.

Na verdade, de um modo ou de outro, andamos todos longe como “filhos pródigos” a esbanjar e a estragar talentos, bens e relações num novo riquismo próprio da nossa época consumista mas recheada de bolsas de miséria. Fazemos de conta ou fazemos o que queremos, como pensam alguns, achando-se evoluídos sem precisar de perdão nem remissão…. Outros, porém, temem. E, nem uns nem outros, se mostram muito felizes, nem são cartaz de que a coisa vai bem. No fundo, todos desejamos um mundo melhor, mais reencontrado consigo mesmo, com os outros, com a natureza, com Deus.

Façamos um bom Exame de Consciência.

E – porque não – fazer este ano uma grande revisão geral de toda a minha vida? Uma “confissão geral”, como se chamava antes, pode haver razão para a fazer, mesmo que os meus pecados já tenham sido perdoados. Mas não é por isso. É que nos faz bem rever o grande filme da nossa vida, certamente cheio de graças e falhas; mas a proposta, agora, seria revisitar o passado com Deus e não sozinho: ter o atrevimento de convidar Jesus Cristo a ver este filme e vê-lo com Ele e pelos olhos d’Ele. Rever tudo – graça e pecado – com olhos de misericórdia, para de tudo tirar proveito, para descobrir que “o amor é mais forte do que a morte”, que “onde abundou o pecado superabundou a graça”. Então, sairemos mais fortes e perdoados pela mão d’Ele para enfrentar o futuro com renovada Sabedoria e Fortaleza. São esses dois dons necessaríssimos que recebemos numa sincera confissão.

Deus só quer que cada um de nós nasça de novo. E nós – quem não? – queremos ter forças para começar de novo: mais ajustados a Deus, mais capazes de justiça… isto é, reconciliados.

Pego em mim e vou ter com Deus e digo-lhe “Pai pequei contra o céu e contra ti…” ou seja, digo-lhe o que sofro, digo-lhe o que faço sofrer, falo-lhe do egoísmo e da vaidade que me cegam, da impaciência e da mentira com que me justifico, dos desânimos e das consequentes compensações em que caio… Etc., digo-lhe “a vida dura” – e Ele já sabe e por isso me quer dar a mão e o abraço – e atrevo-me a gaguejar “quero ser melhor e parece-me que não sou capaz… sem Ti!” E Ele que é Pai e quer as coisas bem sentidas precisa de um “Padre”, de um instrumento concreto, vivo, para me transmitir a sua força e o seu perdão, através de um sinal eficaz que me ajuda a levantar e a caminhar para que o mal não torne a acontecer. A Absolvição liberta-me e dá-me liberdade.

Mas, Ele precisa de padre? Ele e nós, claro, e por três razões, por ordem de importância: a primeira é de ordem psicológica, pois, me ajuda, a mim, a ser concreto, objectivo e enfrentando-me diante de outro posso aceitar-me sem falsas humildades; a segunda é de ordem eclesial, comunitária, porque tudo o que fiz ou deixei de fazer – as omissões – teve a ver com outros, foi a outros e por isso, a comunidade ofendida deve estar representada e não só imaginada. Por fim, a terceira razão é teológica: é que se trata de ir receber uma força divina, uma graça de Deus que não posso dar a mim próprio. É aqui que está o ponto: não se trata de despejar o saco e de ficar aliviado; trata-se de encher a cabeça e o coração, esvaziados do amor pelo pecado, com a força de Deus, com o seu amor e a sua fidelidade. Confissão é um nome perigoso.

Confessar-me, deitar para fora, posso fazer sozinho, ou como uns dizem, directamente a Deus. Fazê-mo-lo muitas vezes na oração mas, receber a graça, encher o vazio que o pecado deixou, isso tem de me ser dado. Então, reconciliação, sacramento do perdão, são nomes melhores. Na parábola do Pai do filho perdido, não é o filho que abraça o pai, é o Pai que vem abraçar o filho e levá-lo para casa. O filho só cai de joelhos e confessa a sua desgraça e o seu desejo de mudar. É o abraço do Pai que o muda.

Há quem pense assim: eu, primeiro, converto-me e depois faço o favor de me ir confessar e buscar a medalha de bom comportamento. Mas não. Primeiro desejo mudar – arrependo-me – e compreendo que sozinho não sou capaz, declaro-o, confesso-me e peço que me seja dada a graça.
Então Deus dá-me o perdão: o dom que me cura e fortalece e orienta. Só então mudo; só então posso mudar de vida.

Nesta peregrinação, a ordem não é pecado confessado – conversão – perdão. É antes pecador arrependido – perdão – conversão. Quem o fizer fica reconciliado, re-encontrado com o seu verdadeiro “eu”, com os irmãos, com Deus e com a criação …

Fico sempre a pensar naquela frase de S. Paulo (Ef. 3, 20) mais ou menos assim: não somos capazes de imaginar o que Deus faria de nós se nós deixássemos.

P. Vasco de Magalhães, S. J.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Parece óbvio


Perguntaram ao rabino Ben Zoma: “Quem é sábio?”
“Aquele que encontra sempre algo a aprender com os outros”, disse o rabino.


“Quem é forte?”
“O homem que é capaz de dominar a si mesmo”.


“Quem é rico?”
“O que conhece o tesouro que tem: seus dias e suas horas de vida, que podem modificar tudo que acontece a sua volta”.


“Quem merece respeito?”
“Quem respeita a si mesmo e ao seu próximo”.


“Isto tudo são coisas óbvias”, comentou um dos presentes.
“Por isso são tão difíceis de serem observadas”, concluiu o rabino.
Paulo Coelho

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sou Estrela, sou Luz

Quero voltar ao sítio
De onde renasci
Quero voltar ao mito
De onde nasci


Sou Estrela, sou Luz
Assim serei até o desejar
Até ser capaz de voar
De por aí sobrevoar


Para sempre vos acompanharei
Porque assim sou
A Luz que vos iluminou
Para sempre terei


Pois sim, acreditem
Que seja na terra, céu ou mar
Com vocês sempre irei estar
E com a minha Luz poderão sempre contar!


Estrela d'Alva - Março de 2010

Seja positivo





Não se irrite, sorria

Não critique, ajude

Não grite, converse

Não acuse, ampare

Bach Panther



Pare... escute ... descanse...

sábado, 6 de março de 2010

Dia da Mulher


Teatro em Vila Flor, com Luisa Ortigozo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Onde te posso encontrar

Senhor, se não estás aquí,
onde te posso encontrar?
Se estás escondido,
como descubro a tua presença?
É certo que moras
numa claridade inacessível.
Mas, onde posso encontrar
essa inacessível claridade?
Quem me levará até ali
para que te possa ver?
E logo, com que sinais
te posso encontrar?
Nunca te vi, Senhor, Deus meu;
não conheço a tua cara…
Ensina-me a encontrar-te
e mostra-te a quem te procura
porque nao posso ir à tua procura
a menos que tu me ensines,
e nao posso encontrar-te
se tu não te mostrares.
Desejando te encontrarei,
encontrar-te-ei desejando,
amando te encontrarei,
e encontrando-te, amarei.
Stº Anselmo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Viver em Quaresma

Quaresma.
Ouvir Deus dizer: “Estou à porta e bato”.
Quaresma.
Inaugurar caminhos no conhecido e no comum. Escutar o Reino a crescer. Dividir a vida, porque só assim ela se multiplica.
Quaresma.
Confiar. Unir. 70X7. Aceitar. Cruz e Ressurreição. Olhar para longe. Ir ao encontro dos últimos. Escrever: “nenhum coração é uma ilha”.
Quaresma.
Escutar mais uma vez. Ter tempo para o outro. Apagar solidões e medos. Fixar-se no extraordinário convite para partilhar o Pão e o Vinho. Começar a conversa difícil com um sorriso.
Quaresma.
Perdoar. Repartir. Respeitar o ponto de vista do outro. Contar urna história. Enxugar uma lágrima. Encorajar.
Quaresma.
Celebrar tudo num gesto. Descobrir: a Páscoa é também um modo de ser. De viver. Recordar. Esquecer. Construir. Viver cada dia, este dia como se a vida inteira o tivéssemos esperado.
Quaresma.
E a Páscoa tão perto!
                                                          De José Tolentino Mendonça, in Banquete da Palavra

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Páginas da vida

Percorrendo as páginas da Vida


"Do útero ao túmulo,
viverás numa escola,
e por isso o que chamas de problemas
são apenas lições"
(autor desconhecido)